O que é disfunção sexual? É o nome dado a dificuldades persistentes em alguma fase da vida sexual, como o desejo, a excitação, o orgasmo ou a ausência de dor, que se repetem ao longo do tempo e causam sofrimento para a pessoa ou para o casal. É muito mais comum do que se imagina, e quase nunca tem uma causa só.

Neste texto, explico os principais tipos de disfunção sexual, o que costuma estar por trás delas e quando vale procurar ajuda. A ideia é trocar a vergonha por informação.

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O que é disfunção sexual, na prática?

Um estudo nacional com adultos de 18 a 59 anos nos Estados Unidos encontrou algum tipo de disfunção sexual em 43% das mulheres e 31% dos homens (Laumann, Paik e Rosen, JAMA, 1999). No Brasil, uma pesquisa da USP com 2.862 homens encontrou algum grau de dificuldade de ereção em 45,1% deles (Abdo e colegas, Revista da Associação Médica Brasileira, 2006).

Ou seja: se você está passando por isso, está longe de ser o único. Na prática, entender o que é disfunção sexual passa por uma distinção importante. Uma noite em que a ereção não veio, uma fase de pouco desejo ou um orgasmo que não aconteceu não são, sozinhos, uma disfunção. Todo mundo tem dias assim.

A palavra passa a fazer sentido quando a dificuldade se repete por meses, aparece na maioria das vezes e começa a gerar sofrimento, medo ou afastamento. O critério não é “funcionar como os outros”. É o quanto aquilo incomoda você e a sua relação.

Quais são os tipos de disfunção sexual?

Casal sentado na cama, cada um virado para um lado

As disfunções costumam ser agrupadas pela fase da resposta sexual em que a dificuldade aparece:

Essas fases conversam entre si. A dor pode apagar o desejo. A ansiedade com a ereção pode apressar a ejaculação. Por isso, é comum uma dificuldade puxar outra. Nos homens, esse conjunto tem algumas particularidades, que expliquei em o que é disfunção sexual masculina.

O que causa uma disfunção sexual?

No estudo de Massachusetts com homens de 40 a 70 anos, a dificuldade de ereção esteve ligada tanto a doenças do corpo, como diabetes, hipertensão e doenças do coração, quanto a índices de depressão e de raiva (Feldman e colegas, Journal of Urology, 1994). Corpo e emoção andam juntos.

Em geral, as causas se misturam em quatro camadas:

Essa mistura explica por que tanta gente procura só um tipo de ajuda e fica frustrada. Um remédio pode ajudar o corpo, mas não dá conta sozinho do medo de falhar. E a conversa sozinha não substitui a investigação de uma causa física.

Quando procurar ajuda?

Vale procurar ajuda quando a dificuldade se repete, quando você começa a evitar a intimidade por medo de que aconteça de novo, ou quando o assunto passou a gerar culpa, brigas ou silêncio no casal.

O caminho mais cuidadoso costuma envolver duas frentes. A avaliação médica, com ginecologista ou urologista, investiga o que acontece no corpo. A terapia sexual, com psicólogo, cuida do que acontece nas emoções, nas crenças e na relação. As duas podem caminhar juntas.

Na terapia sexual, o trabalho vai além da conversa: olhamos para crenças e dificuldades, usamos técnicas nas sessões e combinamos exercícios para fazer em casa, sozinho ou com a parceria. Não há exame físico nem contato físico. Se quiser entender melhor esse processo, escrevi sobre como funciona a terapia sexual, na prática.

Perguntas frequentes

Disfunção sexual tem tratamento?

Depende da causa, e cada caso é diferente. Muitas pessoas encontram formas de viver a sexualidade com mais prazer e menos sofrimento quando a dificuldade é cuidada no corpo e nas emoções. O estudo de Laumann mostrou que 43% das mulheres e 31% dos homens relatam alguma disfunção: ela é comum e merece cuidado.

Disfunção sexual é “coisa da cabeça”?

Nem sempre. Há causas físicas, emocionais e da relação, e muitas vezes elas se misturam. O estudo de Massachusetts associou a dificuldade de ereção tanto a doenças do coração e diabetes quanto a depressão e raiva. Por isso, a avaliação médica e a terapia costumam caminhar juntas.

Preciso levar minha parceria para a terapia?

Não é obrigatório. A terapia sexual pode ser individual ou de casal. Algumas pessoas começam sozinhas e, se fizer sentido, a parceria participa depois. Quando a dificuldade afeta a relação como um todo, a terapia de casal também pode ajudar.

O que é disfunção sexual e como a terapia sexual pode ajudar

Entender o que é disfunção sexual é o primeiro passo para tirar o assunto do lugar da vergonha. Estudos como o de Laumann mostram que ela atinge uma parte grande da população, e ainda assim muita gente passa anos sem falar sobre isso com ninguém.

Sou psicólogo e terapeuta sexual (sexólogo), CRP 05/56711, com pós-graduação em Terapia Sexual pela Unisal. Acompanho pessoas e casais, heterossexuais e LGBTQIA+, na Tijuca, em Botafogo e online. A conversa começa pelo que você está vivendo, no seu ritmo e com sigilo.


Se alguma dificuldade na vida sexual está incomodando, posso ajudar a entender o que está acontecendo. Atendo na Tijuca, em Botafogo e online, individualmente ou em casal.

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Aluizio Andrade · Psicólogo · CRP 05/56711