O que é dispareunia? É o nome técnico da dor na relação sexual. A dor pode aparecer na entrada, logo no início da penetração, ou ser mais profunda, durante a relação. Pode ser constante ou surgir só em algumas situações. E, embora seja mais conhecida entre mulheres, também pode acontecer com homens.

Sentir dor no sexo não é normal, nem algo que se deva aguentar calado. Neste texto, explico os tipos de dispareunia, o que pode causá-la e quem pode ajudar.

A dor na relação começou a tomar o lugar do desejo?

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O que é dispareunia e quão comum ela é?

Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), quase 3 em cada 4 mulheres sentem dor na relação sexual em algum momento da vida. Para algumas, é algo passageiro. Para outras, a dor se repete e passa a marcar a vida sexual.

É nesse segundo caso que o nome dispareunia costuma ser usado: quando a dor é recorrente ou persistente e causa sofrimento. Saber o que é dispareunia ajuda a entender que existe explicação e existe cuidado, e que você não precisa “se acostumar”.

Quais são os tipos de dispareunia?

Mulher deitada na cama, pensativa

Os profissionais costumam descrever a dor pelo lugar e pelo momento em que ela aparece:

Quando a penetração não acontece por causa de uma contração involuntária da musculatura, o quadro costuma ser chamado de vaginismo. As duas coisas podem aparecer juntas. Veja mais sobre vaginismo.

O que causa a dor na relação sexual?

A dispareunia pode ter causas físicas e emocionais, e muitas vezes as duas se misturam. Por isso, a dor sempre merece avaliação médica, com ginecologista ou, no caso dos homens, com urologista.

Entre as causas físicas estão infecções, inflamações, alterações hormonais, pouca lubrificação e condições como a endometriose. Entre as emocionais, estão a ansiedade, experiências difíceis anteriores, a culpa aprendida sobre o sexo e conflitos na relação.

Existe ainda um mecanismo que aparece em quase todos os casos, qualquer que seja a causa inicial: o ciclo dor–medo–tensão. A dor gera medo da próxima vez. O medo deixa o corpo tenso antes mesmo de a relação começar. E a tensão aumenta a dor. Com o tempo, o ciclo pode continuar mesmo depois que a causa física foi tratada.

É nesse ciclo que a terapia sexual costuma trabalhar.

Quem trata a dispareunia?

O cuidado costuma envolver mais de um profissional, cada um com o seu papel:

Na terapia sexual, o trabalho vai além da conversa: olhamos para crenças e dificuldades, usamos técnicas nas sessões e combinamos exercícios para fazer em casa, no seu ritmo. Não há exame físico nem contato físico, e você não precisa tirar a roupa.

Perguntas frequentes

Homens também podem ter dispareunia?

Sim. A dor na relação sexual também acontece com homens, por causas como inflamações, infecções ou alterações no pênis. Merece a mesma atenção: avaliação com urologista e, quando a dor gera medo ou afastamento, acompanhamento psicológico em paralelo.

Dor na relação é normal no começo da vida sexual?

Desconforto pode acontecer em algumas situações, mas dor que se repete não deve ser tratada como normal. O ACOG estima que quase 3 em cada 4 mulheres sentem dor na relação em algum momento: isso mostra que é comum, não que deve ser ignorado. Vale conversar com um profissional.

A dispareunia afeta o desejo?

Com frequência, sim. Quando o sexo vira sinônimo de dor, o corpo aprende a evitar a intimidade e o desejo diminui. Isso não significa falta de amor. Entenda como diferentes dificuldades se ligam em o que é disfunção sexual.

O que é dispareunia e quando procurar um psicólogo

Depois de entender o que é dispareunia, fica mais fácil perceber quando procurar ajuda: se a dor se repete, se você começou a evitar a intimidade ou se o assunto trouxe culpa e distância para a relação. Quase 3 em cada 4 mulheres vão passar por isso em algum momento, segundo o ACOG. Ninguém precisa passar sozinho.

Sou psicólogo e terapeuta sexual (sexólogo), CRP 05/56711, com pós-graduação em Terapia Sexual pela Unisal. Trabalho em paralelo com a avaliação médica e, quando indicado, com a fisioterapia pélvica.


Se a dor na relação está afastando você da intimidade, posso ajudar a cuidar disso no seu ritmo. Atendo na Tijuca, em Botafogo e online.

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Aluizio Andrade · Psicólogo · CRP 05/56711