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Relacionamentos

Vulnerabilidade a dois: o que escondemos de quem mais amamos

5 min de leitura

Qual o maior desejo humano? Ser amado, confirmado, reconhecido do seu jeito único provavelmente está entre os primeiros da lista.

Cada pessoa busca isso de formas diferentes — no trabalho, nas amizades, na família. Mas é na relação amorosa que essa busca fica mais evidente. É ali que a pessoa espera ser amada do jeito que é.

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E não sei se existe coisa melhor nessa vida do que isso. O problema é que esse amor incondicional dura até a página dois.

O olhar do outro revela o que você esconde de si mesmo

Com a convivência, as diferenças aparecem. O que antes era admiração pode virar estranhamento. E nesse processo, o olhar do outro começa a revelar coisas em você que talvez você nem soubesse que existiam — incluindo coisas de que não se orgulha tanto.

Esse olhar descobre suas vulnerabilidades.

E aí surge o conflito: se eu me mostrar como realmente sou, o outro ainda vai me amar?

O disfarce que destrói a conexão

Com esse medo, muitas pessoas optam por disfarces. Passam a ser o que imaginam que o outro quer que sejam. Escondem o que os envergonha, sustentam uma imagem de força ou perfeição.

As pessoas entram nos relacionamentos acreditando que podem ser quem verdadeiramente são — e ao longo da convivência vão se fechando, se defendendo daquele que deveria ser seu maior parceiro.

Que contradição.

De onde vem a ideia de que o outro só vai te amar se você for perfeito? Não seriam justamente as vulnerabilidades que nos tornam humanos — e únicos?

Vulnerabilidade não é fraqueza

Todos temos nossos vazios, nossas questões, nossas partes difíceis. Elas fazem parte de quem você é.

Poder compartilhar vulnerabilidades com quem você ama — quando e se quiser — pode permitir uma conexão real, diferente de qualquer performance. Imagine não precisar esconder o choro ao chegar em casa. Ou poder dizer que não gosta de algo sem medo de decepcionar.

Passamos muito tempo sustentando coisas que nos aprisionam. E que destroem, aos poucos, as relações que mais importam.


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